O direito de experimentar e de viver

Uma das maiores delícias da vida é o direito de viver o que se quer viver, experimentando dores, aprendendo lições, colhendo consequências das escolhas e transformando experiências em sabedoria.

Quanto tempo ainda temos? Devagar a vida corre seguindo o curso das rotinas e urgências. Não viver sugere um despropósito que abrevia sonhos e atrasa histórias. Você está no comando do uso do seu tempo. Exerça o poder de viver em sintonia com sua ambição e seu estilo de vida.

O direito de experimentar e de viver

O valor de nossas escolhas determina nosso futuro, escancara nosso passado e deflagra nosso presente. A boa notícia é que podemos mudar o curso a qualquer momento. Mesmo quando temos respostas prontas para agradar o outro, também escolhemos. De fato, crescemos orientados para atender expectativas. Somos elogiados desde muito jovens cada vez que fazemos algo que nossos pais acham bom e correto.

O oposto também é verdadeiro: toda vez que andamos em direção contrária ao esperado, sofremos punições. Uma dualidade que acompanha nossos passos, onde frequentemente nos deparamos com o “hábito” de negligenciar anseios para não contrariar o outro.

Aprendemos que frustrar impõe considerável nível de sofrimento que, em nosso íntimo, implica medo da perda da atenção, aceitação, quem sabe medo da perda do amor por nós. Então, somos gentis, atendemos vontades, agimos como querem nossos pais ou seus substitutos.

Com o passar dos anos, transferimos este poder para aqueles que representam autoridade sobre nossa vida e vamos restringindo nossa capacidade de questionar e reivindicar, qualificando estas atitudes como um “atrevimento” diante do qual sentimos ameaça de sermos abandonados por nosso gesto ‘inconveniente”.

Como fica nosso direito de viver diante desta situação? Estaria ele restrito e condicionado? E quando incluímos, nesta ponderação, o medo de contarmos apenas conosco? Vamos avaliar outros fatores para aprofundar esta análise e facilitar nossa resposta.

Vivemos numa sociedade dotada de regras para garantir a boa convivência: códigos de conduta que nos ditam o que é moral e imoral, ético e antiético, certo e errado. Somos expostos a estas normas, visando não as violar sob a consequência de sermos advertidos. Até aqui, tudo bem. Reconhecemos o benefício dos limites para a manutenção da ordem social e dos bons costumes.

No entanto, quero compartilhar que não aprovo e não aceito como natural, nivelarmos por baixo as transgressões feitas por alguém, punindo a sociedade como um todo pelo delito. Pense em situações de infância na qual bastava você ter um irmão para você ser responsabilizado por algo errado que ele fizesse.

Quem sabe você teve seu tempo de recreio reduzido porque alguns colegas de sala de aula resolveram fazer aquela bagunça e o professor ficou muito bravo? Tenho certeza de que você tem ótimos exemplos para ilustrar o que estou tentando dizer. Esta “regra deseducadora” vale até hoje. Conheço grandes empresas que realizam um procedimento de inspeção no porta-malas de automóveis devido a casos de furto.

Sei de outras situações em que é cortado o direito da pessoa se servir durante sua refeição devido ao desperdício feito por alguém. Somos controlados nas grandes cidades do País por radares que limitam a velocidade, com diferença no limite estabelecido a cada dez quilômetros, o que nos induz a cometer infrações recorrentes e nos retira o direito de dirigir devido à suspensão da habilitação de motorista por extrapolar a pontuação de multas.

E a lei seca que pune igualmente aquele que dirige com uma dose mínima de álcool e aquele que causa um grave acidente por ter excedido de modo irresponsável? Essas medidas coíbem o nosso direito de experimentar e de viver.

Criam impeditivos de utilidade duvidosa. Não educam. Punem e geram “obediência revoltosa”, tornando, uniformes, nossa forma de pensar e de agir.

Desejo que você encontre espaço para expandir horizontes e desfrutar suas experiências!

©2019 Adriana Jesus - Elevenmind

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